Imagem de A Utopia Escultórica de Charters de Almeida diz o mais que pode com o menos possível

A Utopia Escultórica de Charters de Almeida diz o mais que pode com o menos possível

Nome consagrado da Escultura, João Charters de Almeida é um criador de cidades imaginárias em espaços públicos. Estados Unidos, Canadá, Macau, Japão, Bélgica têm obras suas: icónicas esculturas de grande porte que chegam a atingir os 40 metros de altura. Em Portugal, o seu trabalho mais emblemático é o conjunto escultórico vermelho que hoje funciona como pórtico na Alameda da Universidade de Lisboa. Essa é, aliás, uma das criações favoritas do artista. A revelação é feita pelo próprio Charters de Almeida neste “Infinito Particular” da Antena 1, dedicado a um dos percursos artísticos nacionais mais prolíficos do séc. XX; onde o menos é sempre mais.

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A Utopia Escultórica de Charters de Almeida diz o mais que pode com o menos possível

Nome consagrado da Escultura, João Charters de Almeida é um criador de cidades imaginárias em espaços públicos. Estados Unidos, Canadá, Macau, Japão, Bélgica têm obras suas: icónicas esculturas de grande porte que chegam a atingir os 40 metros de altura. Em Portugal, o seu trabalho mais emblemático é o conjunto escultórico vermelho que hoje funciona como pórtico na Alameda da Universidade de Lisboa. Essa é, aliás, uma das criações favoritas do artista. A revelação é feita pelo próprio Charters de Almeida neste “Infinito Particular” da Antena 1, dedicado a um dos percursos artísticos nacionais mais prolíficos do séc. XX; onde o menos é sempre mais.

O 20 revela os eleitos.
Os prometedores.
Aqueles que trazem a missão de fazer mais.
E melhor.
Ou diferente.

O 20 revelou Charters de Almeida.
Destacou-se na Escola Superior de Belas-Artes do Porto.
Primeiro na Arquitetura.
Depois na Escultura.
E para esta conversão muito contribuiu o Mestre Barata Feyo.
Mestre que lhe ensinou uma lição:

“Aconselho-o a pôr num papel do tamanho de um cartão de visita tudo o que tem na cabeça.
Num cartão de visita só põe o essencial.
E se é o essencial, não há necessidade de pôr mais nada.”

Uma lição para a vida.
Desde então, João Charters de Almeida persegue a síntese.
Procura dizer o mais que pode com o menos possível de elementos.
Isso é visível no conceito de Medalha-Objeto que inventou.
E também nas portas, passagens, trajetos e cidades imaginárias
– esculturas de grande porte que o aproximam decisivamente da Arquitetura.

Neste Infinito Particular da Antena 1, Charters de Almeida relembra histórias do seu “Período do Bronze”, conta-nos o que aprendeu no seu “Período Sabático” e elege obras favoritas do “Período Pós-Sabático” – entre elas está, claro, o conjunto escultórico encarnado trasladado da Ribeira das Naus para a Alameda da Universidade de Lisboa.

Pelo meio, também vamos ficar a saber que o artista se desdobra numa multiplicidade de expressões que vão da pintura à cerâmica, dos figurinos à cenografia para Ópera e Bailado, da tapeçaria à música. Sim, o nosso convidado é também um flautista amador, para além de saxofonista…

… e esta conversa levar-nos-á até Miles Davis, Jean Gilles…

Texto de Susana Bento Ramos
Infinito Particular está disponível na RTP Play e em podcast. É emitido na Antena 1 aos domingos, após o noticiário das 11h.