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Postal do Dia
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Postal do Dia

Luís Osório | 24 set, 2024, 18:50

O momento em que o nosso casamento termina… mesmo que continue

As séries de televisão que amamos são feitas por guionistas que escrevem sobre a vida. O momento em que as séries terminam é muito parecido com o que leva as relações amorosas a terminar. O "Postal do Dia" fala sobre as razões que levam ao fim

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Postal do Dia

Luís Osório | 24 set, 2024, 18:50

O momento em que o nosso casamento termina… mesmo que continue

As séries de televisão que amamos são feitas por guionistas que escrevem sobre a vida. O momento em que as séries terminam é muito parecido com o que leva as relações amorosas a terminar. O "Postal do Dia" fala sobre as razões que levam ao fim

1.

Portugal é um dos países com mais divórcios na União Europeia. Podemos até dizer que, nesse capítulo, não estamos na cauda da Europa. Na verdade, quanto a divórcios somos verdadeiramente uma economia de ponta.

2.

Não desvalorizo o tema.

Quem é pai ou mãe de crianças e adolescentes do primeiro ciclo ao liceu, sabe que a percentagem de filhos de pais separados corresponde, na melhor das hipóteses, a metade da turma.

Falarei um dia sobre ser padrasto ou madrasta ou acerca das razões para tantos divórcios, mesmo entre casais homossexuais, mas escolhi hoje um caminho diferente.

Interessa-me responder a uma outra pergunta: em que momento as relações se tornam vulneráveis? Em que instante o fim passa a ser possível?

3.

Para mim, cinéfilo e seguidor de algumas das séries televisivas mais marcantes do nosso tempo, a resposta tornou-se clara.

O casamento, ou se preferires uma relação entre duas pessoas, obedece aos princípios narrativos dos guionistas das séries que amamos.

Existe conflito, morte, esperança, medo, paixão, ódio, o mal e o bem, paradoxo, contradição, redenção e tudo o que a vida nos oferece para que a possamos interpretar no nosso palco privativo.

4.

As séries podem ter sucesso durante uma vida.

E podem esgotar-se ao fim de duas temporadas.

Ou até a meio da primeira temporada.

Ora, as relações também são assim com uma única diferença.

Ao contrário das séries os casamentos podem eternizar-se já estando mais do que esgotados.

O que desejo dizer com tudo isto?

Que nenhuma série termina por excesso de vida.

O que as termina é a dificuldade de encontrar novas palavras, a impossibilidade de encontrar uma frescura perdida, o esgotamento dos personagens.

Quando isso começa a acontecer, quando os guionistas já não conseguem surpreender, a série está condenada a terminar.

5.

Nos casamentos é a mesma coisa.

O problema não é o que se torna visível.

Isso é uma consequência e não a causa.

O problema é termos esgotado o que dizer ao outro.

O problema é nada nos sair da boca de diferente do que dissemos ontem e anteontem.

O problema é transformarmos as relações numa repartição burocrática de tarefas.

Quando tal sucede é sinal de que a nossa série terminou.

Mesmo que possamos manter a relação durante uma vida, por ser cómodo ou por causa dos filhos ou por outro motivo qualquer, a nossa história de deixou de ser importante.

Seremos de ora em diante apenas uma soma impossível de somar.

Uma oportunidade perdida.

Uma memória de quando éramos uma série a sério.

Texto e programa de Luís Osório

Ouça o “Postal do Dia” na Antena 1, de segunda a sexta-feira, pelas 18h50. Disponível posteriormente em Spotify, Apple Podcasts, Google Podcasts e RTP Play.

Luís Osório Postal do Dia
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