Maria Elisa é a convidada de Luís Osório, esta semana em “Vencidos”. Uma conversa imperdível com uma das maiores estrelas do jornalismo televisivo. Ninguém fazia entrevistas como ela. Ninguém era tão credível. Uma jornalista inglesa, americana ou francesa no corpo de uma portuguesa – na verdade, foi das primeiras a corporizar um sentido cosmopolita num país um pouco ou muito provinciano. Depois deixou o jornalismo puro e duro e dirigiu a RTP. Os pais achavam que podia ser tudo. E ela poderia mesmo ser tudo. Estudou Teatro e Medicina ao mesmo tempo, mas o jornalismo quando chega é uma praga e uma bênção. Leva tudo o resto, é totalitário. Mas ela quis mesmo ser tudo. Foi também deputada, assessora de Pintassilgo.
Conselheira cultural na Embaixada portuguesa em Madrid e Londres. Fundou o Serviço de Comunicação da Gulbenkian. Fundou a Marie Claire. Escreveu livros, um deles de absoluta referência, os 40 anos do SNS. Escreveu também sobre a sua fibromialgia, com o que é isso e viver em dor.
Uma das maiores da nossa história democrática.